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7 cuidados ao fazer contratos com clientes do simples nacional

Fazer contratos com clientes optantes do Simples Nacional sempre me exigiu atenção. Desde a primeira negociação, notei que as pequenas diferenças entre contratos tradicionais e aqueles direcionados a MEIs, micro e pequenas empresas mudam toda a relação comercial. Hoje quero compartilhar os cuidados que adquiridos pela experiência, com aportes de estudos do IBPT e da própria Receita Federal, transformam cada contrato em mais tranquilidade para todas as partes.

Um contrato bem feito protege você e seu cliente.

Acompanhe cada ponto e veja como pequenas orientações, como as propiciadas pela plataforma da Contsimples, evitam problemas sérios no futuro.


1. Identificação correta do regime tributário


Em minhas consultorias, já encontrei diversos contratos em que o regime tributário do cliente era citado de forma incorreta. A identificação precisa é o primeiro passo porque define obrigações fiscais e influencia na redação de cláusulas. No Brasil, dos 24 milhões de negócios ativos, cerca de 18 milhões (74%) estão no Simples Nacional, segundo dados do IBPT. Deixar isso claro evita problemas e abre espaço para um relacionamento transparente.

Para checar, não basta confiar na palavra. Eu costumo solicitar o cartão do CNPJ atualizado e uma certidão negativa, ambos disponíveis no site da Receita Federal. Quando há dúvida sobre o enquadramento, indico o artigo sobre enquadramento no Simples Nacional.


2. Previsão de impostos e encargos


Esse é um ponto que pode gerar maior conflito nas relações B2B. Muitos profissionais acreditam que, por estar no Simples Nacional, não há incidência de impostos além do DAS. Mas isso não é verdade para todos os casos. Por exemplo:

  • Caso o contratante seja de fora do Simples Nacional, há retenções obrigatórias, como INSS ou ISS, dependendo do serviço;

  • Mesmo dentro do Simples, alguns anexos exigem retenção de impostos na fonte.

O contrato deve deixar claro quais impostos cada parte assume. Gosto de inserir exemplos, simulando valores brutos e líquidos, para não restar margem para dúvidas. Orientações detalhadas podem ser encontradas no artigo sobre elaboração de contratos.


3. Definição clara de objeto e escopo


Um erro que presenciei diversas vezes é um escopo mal formulado e genérico. Isso abre brechas para discussões posteriores e, em muitos casos, conflitos judiciais. Como consultor, sempre priorizo detalhamento de produtos ou serviços, prazos, responsabilidades e limites. Desconsiderar o porte da empresa leva à criação de “contratos padrão” que não se encaixam às particularidades do Simples Nacional.

No contrato com MEI ou microempresa, todo detalhe faz diferença. Em caso de dúvidas sobre modelos, sempre busco inspiração em fontes respeitadas, inclusive no guia completo da contabilidade online no blog da Contsimples.


4. Observação de limites e atividades autorizadas


O Simples Nacional estabelece limites de receita e tipos de atividade autorizados. Durante meu trabalho, já vi clientes tentarem firmar contratos que, na prática, poderiam ultrapassar o limite de faturamento permitido. É importante analisar o histórico e o faturamento do cliente antes de firmar contratos que possam causar seu desenquadramento, levando a complicações tributárias ou fiscais sérias.

O portal Empresas & Negócios traz dados detalhados sobre abertura de empresas e pode ajudar nesse monitoramento. Quando oriento empresas na Contsimples, recomendo revisões periódicas dos contratos para evitar imprevistos nesse aspecto.


5. Adequação à legislação vigente e atualização contratual


A legislação do Simples Nacional muda com frequência. A Receita Federal, por exemplo, processou mais de 1 milhão de solicitações apenas em fevereiro de 2024, com mais de 34% de indeferimentos por falhas, muitas delas ligadas à falta de atualização contratual (dados da Receita Federal). Várias regras específicas sobre ISS, retenções e obrigações acessórias sofreram mudanças recentes.

Atualizou a lei? Atualize o contrato.

Gosto de prever nos instrumentos uma cláusula de revisão contratual automática, especialmente para mudanças legais. Isso garante segurança e reduz a necessidade de renegociações constantes.


6. Formalização de garantias e formas de pagamento


Empresas do Simples podem ter dificuldades financeiras inesperadas. Já presenciei inadimplência por ausência de garantias e meios claros de cobrança contratual. Para evitar desgastes, detalho sempre que possível:

  • Qual é a forma de pagamento adotada;

  • Prazos para pagamentos e multas por atraso;

  • Quais garantias podem ser exigidas (cheques, cauções, avalistas);

  • Procedimentos em caso de inadimplência.

Muito desse aprendizado veio do suporte oferecido em ambientes online, como o da Contsimples, onde a comunicação é rápida e evita atrasos na resposta às dificuldades dos clientes. Não existe solução perfeita, mas transparência reduz os problemas.


7. Registro e armazenamento digital dos contratos


No início da digitalização, perdi contratos e tive que aprender na prática a importância de guardar tudo em local seguro. Hoje, plataformas como a da Contsimples permitem upload, assinatura eletrônica e arquivamento de documentos, eliminando riscos relacionados a extravio ou perda de informações.

Armazenar contratos digitalmente traz agilidade e segurança jurídica. A digitalização reduz erros, desaparecimentos de informação e proporciona acesso rápido para revisões ou auditorias. Na página da declaração anual do Simples Nacional, percebo o quanto essa organização impacta positivamente a rotina das empresas.


Conclusão


Os cuidados com contratos para clientes do Simples Nacional não servem apenas para cumprir normas. Eles ampliam a confiança e diminuem riscos, melhorando o ambiente de negócios para todos. Na minha jornada, ferramentas modernas e orientações personalizadas, como as oferecidas pela Contsimples, tornaram esse processo mais simples e seguro, mesmo diante das constantes mudanças e novidades no cenário brasileiro.

Se você quer transformar as relações com seus clientes e proteger o seu negócio, recomendo conhecer mais sobre os serviços de contabilidade digital da Contsimples. O suporte humano, aliado à tecnologia, faz toda diferença.


Perguntas frequentes sobre contratos e Simples Nacional



O que é o Simples Nacional?


Simples Nacional é um regime tributário que unifica a arrecadação de impostos federais, estaduais e municipais para micro e pequenas empresas, simplificando o pagamento e reduzindo a burocracia. Foi criado para incentivar o empreendedorismo, com limites de faturamento anual e regras específicas para diferentes setores.


Como fazer contrato com empresa do Simples?


Elabore o contrato incluindo a identificação detalhada do regime tributário, obrigação clara sobre impostos a serem pagos, escopo bem definido e cláusulas que permitam atualização legal. Preveja também condições de pagamento, garantias e utilize assinatura digital para registro seguro.


Quais cuidados tomar ao contratar MEI?


Ao contratar MEI, confira se a atividade contratada realmente pode ser exercida como MEI, verifique faturamento dentro do limite anual, assegure formalização clara do serviço e detalhe direitos e obrigações. Fique atento às regras específicas que o MEI está sujeito perante a Receita Federal e consulte sempre atualizações em fontes oficiais.


Preciso incluir impostos no contrato?


Sim, é fundamental indicar no contrato quem será responsável pelo recolhimento dos impostos, para evitar surpresas e disputas futuras. Cada situação pode requerer retenção de impostos específicos, por isso esse ponto precisa estar textualizado.


Como evitar problemas com contratos do Simples?


Escreva cláusulas detalhadas, mantenha contratos atualizados conforme mudanças da lei, registre digitalmente, detalhe impostos e responsabilidades de cada parte. Buscar apoio de boas plataformas de contabilidade online, como a Contsimples, fornece orientação extra e reduz riscos.

 
 
 

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